domingo, 13 de dezembro de 2009

Domingão da hora...
Vontade de ficar só fazendo preguiça e
pensando nas coisas boas da vida...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Hoje estou esperando um santo que me mande um convite e eu consiga um novo orkut para mim...Enquanto isso vou ativar meu blog novamente, pois estou com saudade dele...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Nossa literatura de cordel é realmente interessante.


       A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

                                                    Miguezim de Princesa


       I
       Peço à musa do improviso
       Que me dê inspiração,
       Ciência e sabedoria,
       Inteligência e razão,
       Peço que Deus que me proteja
       Para falar de uma igreja
       Que comete aberração.

       II
       Pelas fogueiras que arderam
       No tempo da Inquisição,
       Pelas mulheres queimadas
       Sem apelo ou compaixão,
       Pensava que o Vaticano
       Tinha mudado de plano,
       Abolido a excomunhão.

       III
       Mas o bispo Dom José,
       Um homem conservador,
       Tratou com impiedade
       A vítima de um estuprador,
       Massacrada e abusada,
       Sofrida e violentada,
       Sem futuro e sem amor.

       IV
       Depois que houve o estupro,
       A menina engravidou.
       Ela só tem nove anos,
       A Justiça autorizou
       Que a criança abortasse
       Antes que a vida brotasse
       Um fruto do desamor.

       V
       O aborto, já previsto
       Na nossa legislação,
       Teve o apoio declarado
       Do ministro Temporão,
       Que é médico bom e zeloso,
       E mostrou ser corajoso
       Ao enfrentar a questão.

       VI
       Além de excomungar
       O ministro Temporão,
       Dom José excomungou
       Da menina, sem razão,
       A mãe, a vó e a tia
       E se brincar puniria
       Até a quarta geração.

       VII
       É esquisito que a igreja,
       Que tanto prega o perdão,
       Resolva excomungar médicos
       Que cumpriram sua missão
       E num beco sem saída
       Livraram uma pobre vida
       Do fel da desilusão.

       VIII
       Mas o mundo está virado
       E cheio de desatinos:
       Missa virou presepada,
       Tem dança até do pepino,
       Padre que usa bermuda,
       Deixando mulher buchuda
       E bolindo com os meninos.

       IX
       Milhões morrendo de Aids:
       É grande a devastação,
       Mas a igreja acha bom
       Furunfar sem proteção
       E o padre prega na missa
       Que camisinha na lingüiça
       É uma coisa do Cão.

       X
       E esta quem me contou
       Foi Lima do Camarão:
       Dom José excomungou
       A equipe de plantão,
       A família da menina
       E o ministro Temporão,
       Mas para o estuprador,
       Que por certo perdoou,
       O arcebispo reservou
        A vaga de sacristão.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros.
Rubem Alves
pensador.info

Eterno Vinícius...

"Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo".

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 4 de março de 2009

Rica Pobreza

Rica pobreza

Quem são os dois mendigos que, ali, vão,
De mãos dadas, sorrindo com ternura,
Que, apesar da pobreza, da amargura,
Encontram alegria ao coração?

Unidos, só têm fome de paixão;
Vêm provar que o amor é coisa pura,
Que enobrece a mais simples criatura,
Livrando-a de tristeza e dor... Quem são?

Divino esse desejo, quando vem.
Sensação que dinheiro algum não cobre,
Pois acontece em rico, como em pobre.

Importante é querer gostar de alguém,
Sem deixar de sorrir, sentir-se bem
É motivo maior para ser nobre.

Bernardo Trancoso

Breve Oração



Pensamento meu
Ensina-me a ensinar
Ensinamentos teus
Ensina-me a contemplar o amor
Desvia-me das horas vazias
De intenso calor
Dá-me o vinho e a vela
Livra-me da estupidez
Pra que eu não caia em normalidade
Faz prevalecer o meu lado maluco
Maluco de ser
Amém

(Sir E.G.)



segunda-feira, 2 de março de 2009

Silêncio

Silêncio


Da minha janela vejo a lua
e o vento vem me acariciar
 não me sinto tão sozinha
pois tenho o vento e o luar
Anjos tocam um silêncio
que faz lembrar você!
Nesta noite tão vazia
tão cheia de lembranças
meus sentimentos se confundem.
Levemente o sono
vem acalmar minha alma,
talvez amanhã meus sentimentos
não estejam mais confusos
mas você ainda continuara
em minha lembranças. 

(Pricila Luiza Pinto)

Selo "Mulher 2009" Presente de pelos caminhos da vida

Selo Mulher 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Selinho de "Pelos caminhos da vida"

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Pela luz dos olhos teus...

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

De tanto que eu gosto...às vezes erro e publico duas vêzes...
rsrsrs...mas...vou aprender...vou prestar mais atenção...
"Essa Aritmética..."

Antes, eu era apenas metade
de um Ser, a pervagar sem rumo certo,
à procura ideal dessa unidade
que é como um novo mundo descoberto.

Enquanto sós, que somos? Um deserto
a nos pesar com sua imensidade,
existir só começa, a céu aberto,
quando dois são um só - eis a verdade!

Eu vinha por aí, aos solavancos,
como se diz: aos trancos e barrancos,
um pedaço a rolar, uma metade

de um Ser, mas quis a sorte, nos achamos,
e ao nos somarmos, nos multiplicamos
nessa aritmética da felicidade.

J. G. de Araujo Jorge

O MAR...Quando quebra na praia...é bonito...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes

Presente do Eduardo

Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de c[olhos512.bmp]onsulta

Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão. 
Filhos?  Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
QFilhos...  Filhos?

Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão. 
Filhos?  Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195ue gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Se algum dia alguém me perguntar
Por que foi que nos separamos...
direi a sorrir, sem exitar:
foi porque nunca nos amamos

Se algum dia alguém me interrogando
indagar se eu te esquecí...
direi alegre e sorrindo:
que nunca me lembrei de tí

Mas se algum dia acontecer por sorte
que o meu caminho e o teu caminho
de estrada a existência mude...

Eu te direi bem forte
Que te olvidarei depois da morte
Pois em vida te esquecer não pude...

(desconheço o autor)